Radiografia dental

(Foto: Pixabay)

Como forma de auxiliar no diagnóstico das doenças bucais e problemas dentais, os dentistas fazem uso de exames de imagem, entre eles as radiografias, que mostram além do que é visível clinicamente.

As radiografias, ou raio x, identificam as partes internas da boca, ajudando o profissional a dar um prognóstico mais adequado às doenças bucais. Associadas ao exame clínico e à anamnese (histórico do paciente), dão mais informações necessárias aos problemas encontrados.

Os aparelhos de raio x, desde que bem regulados, emitem quantidades baixas de radiação, muito menores do que qualquer exame médico em geral. O paciente é protegido com um avental de chumbo durante o exame para proteger as partes do corpo que não fazem parte do diagnóstico. Hoje em dia, com a expansão do uso de radiografias digitais, a exposição é ainda menor.

Entre os tipos de radiografias existem as periapicais, interproximais, que são tiradas de regiões específicas da boca, e as radiografias panorâmicas, tiradas com aparelhos panorâmicos em clínicas radiológicas, que identificam toda a arcada dentária e estruturas anexas.

A radiografias são utilizadas em ortodontia (aparelhos), endodontia (tratamento de canal), periodontia (tratamento de gengivas e estruturas ósseas), implantodontia, cirurgia, entre outras. Podem identificar cáries, perdas ósseas, cistos, tumores, fraturas, corpos estranhos.

No caso das mulheres gestantes, não deve haver preocupação pelo baixíssimo nível de radiação. Mas mesmo assim, é recomendável não se radiografar nos primeiros três meses de gestação, período em que o feto está se formando. Se os procedimentos odontológicos não forem urgentes, pode-se esperar até o final da gestação. Caso seja necessário o tratamento, deverá ser realizado, com todos os cuidados inerentes à proteção da paciente.

E não estranhe quando o dentista colocar o avental de chumbo e o filme radiográfico em posição na sua boca e sair da sala. Isso durará menos de dez segundos. Para o paciente, uma radiografia não fará mal. Para o profissional, que está todos os dias no consultório, essa dosagem de raios x se acumula, então ele deve evitar ficar no mesmo ambiente do paciente durante a tomada radiográfica.

* Roberto Andrade Terini é dentista de adultos e crianças (CROSP 46020)