Quebrou o dente? Calma, tudo tem jeito!

Foto: Divulgação/Warner Bros

Aquele tombo, uma topada sem querer, aqueles sustos inesperados de comercial de seguros podem acontecer com todo mundo. Para nossa sorte, a restauração dentária também ficou mais moderna, menos dolorosa e esteticamente perfeita. Nada daquela rachadura visível bem no dente da frente em caso de quebra, acredite.

Mas que técnica é essa, afinal? O que mudou de uns anos para cá?

A chamada Dentística Restauradora de hoje passa a milhas e milhas de distância daquela famosa cola que fazia as vezes nos anos 80. Quem foi criança naqueles tempos e teve a infelicidade de quebrar um dente, sabe exatamente onde ele foi colado e de que forma – em alguns casos, consegue até apontar a falha visível, mesmo na fase adulta.

A prática tem como objetivo recuperar a forma e a função do dente, e não somente colá-lo, segundo especialistas. Inclusive, ela pode ser aplicada não só a quem sofreu um acidente e teve um dente quebrado, mas também por quem teve parte de seus dentes atingidos por uma cárie.

Aquela máxima de tentar guardar o pedaço perdido ainda vale, claro, quando possível. Mas deixou de ser regra. E a receita imediata após a perda também é a mais tradicional possível: compressa com gelo e gaze no local para conter sangramento e diminuir o inchaço. Feito isso, claro, corra para o seu dentista de confiança.

É claro que o material que será utilizado para a realização da restauração desse dente dependerá, acima de tudo, da quantidade de estrutura perdida – pode ser direta (feita pelo dentista no momento da consulta, em casos mais simples) ou indireta, que é quando é feita uma moldura dos dentes do paciente e um laboratório de prótese dental se encarregará de produzir uma parte ou uma peça inteira do dente atingido.

Mas o mais importante, segundo os profissionais, é a qualidade do serviço. É ela quem vai indicar um final feliz (ou não) para o seu dente ferido. Neste caso, procurar por preço não é muito indicado – restaurações geralmente são um serviço delicado e mais caro mesmo. Relevante mesmo é prestar atenção na estrutura do consultório, na limpeza e na higienização: o preço muito atraente certamente vai te levar àquela aparente rachadura anos 80. Imagina?

Dá para ficar sem a restauração? Claro que sim, mas alguns riscos são indiscutíveis. E não é só por estética: dentes com cárie sem os cuidados necessários podem atingir a polpa – o que naturalmente implica num tratamento de canal. Sem falar nas dores e na dificuldade de mastigação.

Quebrar um dente é sempre um motivo de preocupação, mas não esqueça de agregar o dentista nessa aventura de reconstituí-lo. Soluções caseiras não são as mais indicadas. E nada mais confortante do que um sorriso impecável, afinal.