Existem bactérias que resistem aos tratamentos bucais

(Getty Images)

Pesquisadores da Faculdade de Odontologia da Universidade Health & Science de Oregon (OHSU) isolaram genes de bactérias que são dominantes um ano após o tratamento em crianças com presença de biofilme (placa bacteriana).

Além disso, identificaram seis cepas bacterianas menores não detectadas e certas bactérias resistentes ao xilitol, um inibidor popular da formação de biofilme, em crianças.

O estudo publicado online no Journal of Oral Microbiology foi um acompanhamento de estudos anteriores publicados da OHSU nos quais pesquisadores de odontologia em escolas identificaram 39 cepas de Streptococci mutans em pacientes pediátricos que passavam por reabilitação da boca toda, incluindo a remoção e/ou o reparo de lesões cariosas e aplicação de enxaguatório antimicrobiano e verniz de flúor.

O acompanhamento da OSHU concentrou-se em variações genéticas de Streptococci mutans em crianças de estudos anteriores com cárie precoce agressiva. As crianças estavam em bom estado de saúde, tinham de 3 a 5 anos de idade e haviam passado por terapia de reabilitação da boca toda sob anestesia geral. Os pesquisadores coletaram amostras de biofilme das crianças na visita de um ano após a terapia de reabilitação oral. As amostras foram comparadas a outras previamente coletadas das crianças em intervalos anteriores à terapia de reabilitação oral, duas a quatro semanas após a reabilitação e seis meses após reabilitação.

Achados indicaram que cepas específicas de MS eram dominantes um ano após reabilitação. A maioria destas cepas eram resistente ao xilitol.

© 2016 Associação Dental Americana. Todos os direitos reservados. Probida qualquer reprodução ou redistribuição sem permissão prévia por escrito da Associação Dental Americana.

Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright Colgate-Palmolive. Todos os direitos reservados.