Efeitos colaterais da anestesia dentária

Getty Images

Por Roberto Terini*

Entre os pacientes, a primeira pergunta antes do tratamento dentário quase sempre é: “vai doer?” A dor é o maior medo das pessoas e as anestesias existem para diminuir esse receio. Mesmo assim, ainda fica a dúvida se a anestesia dentária vai provocar algum efeito colateral.

Existe uma grande variedade de anestésicos, alguns com média duração, como a lidocaína 2%, que é indicada para todos os pacientes, inclusive as gestantes. Há também os de duração mais longa, não indicados para grávidas, como prilocaína e mepivacaína.

A anestesia local está indicada nos procedimentos que podem causar dor nos pacientes, como tratamento de canal, cáries profundas, extrações dentais, raspagens subgengivais, implantes.

Para os pacientes que sentem muito medo do dentista, existe a sedação com óxido nitroso, com efeito anestésico e relaxante, que é feita em clínicas devidamente habilitadas para esse procedimento e com controle de um anestesista.

A reação alérgica a um anestésico é rara, o que se nota são reações psicogênicas, como a taquicardia. O paciente pode ter uma reação alérgica a um dos componentes do anestésico, causando urticária, falta de ar e edema facial. A superdosagem anestésica pode causar sintomas como desorientação, tremor, fala arrastada, sudorese, entre outros.

É normal você ter uma sensação de dormência, formigamento e até espasmos musculares no local da anestesia e ao redor, inclusive nas pálpebras (dificuldade de piscar), nariz e bochechas, conforme a região anestesiada. No local de inserção da agulha, pode-se formar um pequeno hematoma, caso algum vaso sanguíneo seja atingido. Se a agulha atingir diretamente algum nervo, é possível haver uma dormência durante algumas semanas ou meses.

Outros efeitos colaterais são batimentos cardíacos acelerados por alguns minutos, visão turva, tonturas, palidez, dores de cabeça. A anestesia normalmente dura de 2 a 3 horas, dependendo do tipo e da quantidade de anestésico utilizados.

Todos os efeitos da anestesia odontológica são passageiros e não oferecem grandes riscos ao paciente.

É importante na consulta inicial informar ao dentista sobre os medicamentos que são de uso contínuo, para verificar possíveis interações medicamentosas com os anestésicos, assim como histórico de eventuais problemas com anestesia e outros problemas de saúde, como diabetes, problemas cardíacos, asma. As gestantes podem realizar o tratamento odontológico, mas a dose e o tipo de anestésico podem variar.

* Roberto Andrade Terini é dentista de adultos e crianças (CROSP 46020)