É possível prevenir (e controlar) dores ligadas à ATM, sim!

É possível prevenir (e controlar) dores ligadas à ATM, sim! (Foto: iStock)ude saúde bucal

Quando trabalha direitinho, a articulação temporomandibular – popularmente chamada de ATM – é uma ilustre desconhecida para a maioria das pessoas.
Graças à flexibilidade desse ponto de encaixe entre a mandíbula e o osso temporal do crânio, localizado nas laterais da cabeça, é que conseguimos realizar movimentos que nos permitem falar, mastigar, engolir e bocejar, por exemplo.
No entanto, muita gente conhece bem essa articulação porque sente algum incômodo relacionado a ela.

Mulheres adultas: as principais vítimas da DTM
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), embora não escolha raça, sexo ou idade, mulheres adultas são as principais vítimas da DTM (disfunção temporomandibular).

Zumbido, dor nos ouvidos, dor de cabeça, estalos: os principais sintomas
Os sintomas mais comuns que indicam o mau funcionamento dessa complexa articulação são zumbido ou dor nos ouvidos, cefaleia e estalo ao abrir e fechar a boca, mas há quem reclame de desconforto no pescoço, no rosto, nos ombros e até na região cervical.

O que causa os problemas relacionados à ATM?
Diferentes causas podem facilitar o desenvolvimento do problema: stress, tensão muscular, bruxismo, predisposição genética, encaixe inadequado dos dentes, uso de próteses antigas, o hábito de roer unhas e acidentes que envolvam a cabeça merecem destaque. Portanto, medidas preventivas incluem o controle do stress e visitas regulares ao dentista – se houver algum “erro” na mordida ou na mastigação, por exemplo, é possível corrigir o quanto antes, evitando a DTM.
Vale lembrar que algumas doenças, como artrite reumatoide, câncer e fibromialgia, também podem levar a distúrbios na ATM – por isso, caso as dores apareçam com frequência, é essencial consultar um médico para que esses e outros males sejam descartados.

Tratamentos possíveis para a DTM
Se a suspeita for mesmo DTM, a dica é procurar um cirurgião-dentista – profissional mais adequado para fechar o diagnóstico e indicar o melhor tratamento. Além do exame físico realizado no consultório, ele pode pedir raio X, tomografia computadorizada e ressonância magnética da mandíbula para ter certeza de que trata-se de uma disfunção na ATM.

Feita a confirmação, o próximo passo é iniciar o tratamento, que depende do estágio da doença. Embora a DTM ainda não tenha cura, é possível aliviar (e muito) os sintomas. Num primeiro momento, o dentista pode recomendar a utilização de uma placa de mordida, associada (ou não) a procedimentos clínicos menos invasivos, como aplicação de calor, ultrassom e laser. O uso de relaxantes musculares, anti-inflamatórios e até mesmo antidepressivos, dependendo do caso, também são bem-vindos, assim como sessões de fisioterapia ou de RPG (reeducação postural global). No entanto, em cerca de 5% dos casos de DTM é preciso recorrer a uma cirurgia, que costuma apresentar resultados satisfatórios em 90% dos pacientes, sem causar nenhum dano estético.

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