Deu aquela amarelada? Cuidado com receitas caseiras e previna-se!

Juliana Damasceno
Há pequenas coisas a serem feitas no dia a dia que podem retardar a dentição amarelada.

Aqueles dentes branquinhos, de cinema, são um sonho de dez entre dez pessoas comuns. É inevitável: todo mundo trocaria seus dentes, por mais bonitos e bem tratados que sejam, por conta daqueles indesejáveis amarelados que aparecem, vez em quando – em alguns casos, de forma até constante.

Mas, saiba: você não está sozinho nessa. Alimentos, bebidas, medicamentos e hábitos adquiridos ao longo do tempo vão deixar seu “toque amarelo” nos dentes de quase todo mundo. Além do mais, os chamados permanentes estão mesmo propensos a escurecer ou amarelar por conta do desgaste natural da camada de esmalte dentário – a parte interna da dentina, que é mais amarelada, vai ficando mais visível do que o translúcido do esmalte.

O problema do amarelado pode começar inicialmente com uma única mancha e depois se transformar em algumas, favorecendo o escurecimento de pigmentação. E muitas vezes, o problema ocorre com mais frequência na parte interior dos dentes, que são mais difíceis de higienizar.

E sim, não é uma lenda: alimentos também podem contribuir para isso. Café, chá, vinho tinto, refrigerantes são os grandes vilões na patrulha amarela, além de cigarros, charutos e outros derivados contendo tabaco.

Em outros casos, um pouco mais raros, dentes com necrose provocada por traumatismo e aparelhos ortodônticos também podem provocar o temível amarelado. Também há de se cogitar, segundo especialistas, fatores genéticos, que podem influenciar na tonalidade dos dentes para mais ou menos brancos. Estudos já indicaram que a predisposição genética é transmitida pelos pais e pode determinar o a cor e a qualidade do sorriso dos filhos, no futuro.

Cuidado com os “clareadores naturais”

Quando você acessa a internet, pode achar facilmente milhares de receitas caseiras para combater o amarelado dos dentes. Um dos mais comuns e recomendados, por exemplo, é o bicarbonato de sódio. O problema: sua abrasividade pode provocar desgaste prematuro do esmalte dentário, se usado sem a moderação devida e acompanhamento de um especialista.

Outro produto, bastante recomendado até mesmo por alguns dentistas, é a água oxigenada. De fato, ela permite clarear os dentes, mas como consequência, pode também modificar o pH da boca, aumentando sua acidez e ainda provocar lesões e queimaduras nas mucosas.

Se procurar ainda mais a fundo, pode-se encontrar de cascas de laranja e folhas de louro até utilização de carvão. Nem é preciso dizer que todo cuidado é pouco com estes métodos e que nada pode ser equivalente a um clareamento – ou mesmo uma simples limpeza – no próprio consultório dentário. Muitas vezes, uma mera retirada do tártaro já tem poder suficiente para mudar o tom da sua boca.

E nenhum destes “remédios” milagrosos terá o mesmo efeito ou segurança dos inúmeros métodos que somente seu dentista, que conhece bem a estrutura de seus dentes, será capaz de indicar. Fitas clareadoras, moldeiras, pastas adequadas e uma alimentação mais rica e equilibrada são infalíveis.

A prevenção é muito mais importante que o tratamento, nestes casos. E nada como uma correta higiene oral, especialmente depois de consumir os alimentos e bebidas já citados, para deixar tudo brilhando e sem surpresas desagradáveis.