A saúde emocional e a educação da mãe influenciam a saúde bucal dos adolescentes

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Mães que têm saúde emocional, educação e conhecimento das práticas de saúde são mais propensas a ter bebês, crianças e adolescentes com dentes mais saudáveis, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores na Faculdade de Odontologia da Case Western Reserve University.

Suchitra Nelson, PhD., uma epidemiologista dental da Case, e sua equipe examinaram os dentes de 224 adolescentes. Alguns participantes tinham peso bastante baixo ao nascimento e outros eram crianças com peso normal ao nascimento. Filhos e mães foram avaliados quando as crianças tinham 3, 8 e 14 anos de idade.

Os cientistas analisaram a saúde bucal dos adolescentes através da contagem do número de dentes permanentes cariados, perdidos e obturados e avaliaram o nível de placa dental, um sintoma de má higiene bucal.

As mães responderam a um questionário sobre tratamentos preventivos de selantes a enxaguatórios bucais, consumo de sucos ou refrigerantes com açúcar e acesso a tratamento odontológico, bem como sua frequência.

Dizem os pesquisadores que os dados mostraram que ter um seguro saúde odontológico  e receber tratamentos com flúor e selantes durante a infância nem sempre evitava cáries aos 14 anos de idade. O uso de um programa de modelo estatístico que rastreava de maneira regressiva as avaliações dentais dos adolescentes até a fonte de origem da saúde bucal levou os pesquisadores às mães e sua saúde emocional geral, nível educacional e de conhecimentos quando as crianças tinham entre três e oito anos.

Os pesquisadores encontraram que, se as mães tivessem dificuldades em qualquer uma dessas áreas, a saúde bucal dos adolescentes aos 14 anos de idade resultava em números mais elevados de problemas de saúde bucal.

“Não podemos ignorar os ambientes dessas crianças”, diz Dra. Nelson. “Não é suficiente dizer às crianças que escovem os dentes e usem fio dental, elas precisam mais do que isso – particularmente vindo daqueles que são seus cuidadores”.

Os dados mostraram que mães com educação além do ensino médio, com estados emocionais saudáveis e conhecimentos sobre alimentação correta tinham filhos com dentes mais saudáveis.

“Não podemos ignorar essas influências ambientais e precisamos de intervenções para ajudar algumas mães a entrar no caminho certo logo no início da vida dos filhos”, acrescenta Dra. Nelson, explicando que as mães precisam cuidar de si mesmas para ajudar os filhos. “Trata-se de senso comum, mas algumas mães podem precisar de ajuda”.

O estudo apareceu na edição de setembro do Journal of Dental Research. O apoio  para o estudo veio do Instituto de Pesquisa Dental e Craniofacial do Instituto Nacional de Saúde e do Programa de Saúde Materna e Infantil da Administração de Recursos e Serviços dos Estados Unidos.

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